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 Estante

  19/04/2008
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Campanha cadastra doadores de medula

Peça conscientiza universitários e consegue 285 novos possíveis doadores de medula óssea

Campanha cadastra doadores de medula
Edição: Pauline Almeida
Pauta e Reportagem: Lígia Zampar Bernardi


Foi realizada na Universidade Estadual de Londrina (UEL) uma campanha sobre a importância da doação de medula óssea. A peça "Procura-se uma estrela" usa o teatro como forma atrativa de conscientização. A campanha tem iniciativa do Departamento de Genética da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Instituto de Hematologia e Hemoterapia da Secretaria de Saúde do Paraná e é desenvolvida em parceria com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI).

A atriz da peça, Carolina Maia, lembra que o perfil dos doadores, que é de idade de 18 a 55 anos, encontra-se principalmente nas universidades. A campanha tem o objetivo de, além de aumentar o cadastro de doadores, esclarecer termos técnicos de como doar e desmitificar conceitos errados, como o de que doadores podem ficar paralíticos.
A UEL foi o primeiro palco da campanha, que ainda percorrerá outras universidades estaduais do Paraná. Nos dois dias do evento, foram registrados 285 doadores. Segundo a assistente social Eliana Aparecida Palú Rodrigues, responsável pela captação de doadores do Hemocentro do Hospital Universitário, esse número foi significativo, tendo em vista outras campanhas realizadas na universidade.

A doação da medula óssea é importante porque em algumas doenças pode ser a cura e, em outras que não receberam bem o tratamento convencional, uma modalidade terapêutica. Algumas doenças que não necessitam do transplante são anemia aplástica, talassemia major, imunodeficiência severa e até acidentes de radiação. Outras mais graves necessitam da intervenção cirúrgica como: mieloma múltiplo, tumores sólidos quimiossensíveis e leucemia.

A leucemia é uma doença grave que atinge principalmente os glóbulos brancos, que são responsáveis pelo sistema imunológico do organismo e a sua origem, na maioria das vezes, ainda é desconhecida. Segundo Letícia Navarro Gordan, formada em Medicina pela UEL, em Hematologia pela Universidade Federal de São Paulo e especializada em transplantes de medula óssea pelo Instituto de Oncologia, a leucemia tem como principal característica o acúmulo de células jovens anormais na medula óssea, que substituem as células sangüíneas normais.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), existem 6,81 casos de leucemia para cada 100 mil homens e 5,08 casos para cada 100 mil mulheres na região Sul.

A medula óssea é um tecido esponjoso, que ocupa a cavidade central do osso é o local de formação das células sangüíneas, e de acordo com a médica, é nela que são encontradas as células mães ou precursoras, que originam os elementos do sangue: glóbulos brancos, glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e plaquetas.

Existem dois tipos de leucemia: a leucemia aguda que é caracterizada pele crescimento rápido de células sanguíneas imaturas e a leucemia crônica, que é diferenciada pelo acúmulo de células sanguíneas relativamente maduras, porém ainda assim anormais. Letícia Gordon explica que as células imaturas tornam a medula incapaz de produzir células saudáveis para o sangue, e por isso, é necessário o transplante.
Segundo Luiz Carlos Yoshio Sugmyama, graduado em Medicina pela UEL, o transplante é feito de forma simples, como uma transfusão sanguínea. A quantidade que é retirada do doador é muito pequena, apenas 10%, que se repõe no período de quinze dias. A medula é aspirada por punções com agulhas nos ossos posteriores da bacia e é infundida ao paciente. Essa nova medula é rica em células chamadas progenitoras, que, uma vez na corrente sangüínea, circulam e vão se alojar na medula óssea, onde se desenvolvem.

A maior dificuldade está em encontrar um doador compatível. De acordo com o INCA, para que se realize um transplante de medula é necessário que haja uma total compatibilidade tecidual entre doador e receptor. Se essa compatibilidade não existir, a medula pode ser rejeitada. Eliana Rodrigues lembra que no Brasil existe uma miscigenação de raças muito grande, e isso dificulta encontrar possíveis doadores compatíveis. A probabilidade pode ser de uma em um milhão.

Dos doadores de medula óssea é retirado primeiramente uma pequena quantidade de sangue, que serve para testes de compatibilidade e o resultado é armazenado em um banco de dados, o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME). Quando surge uma compatibilidade com um paciente, esse doador é chamado para fazer novos testes e pode optar em doar, ou não, a medula.

Serviço
Quem quiser se cadastrar como doador de medula deve entrar em contato com o Hemocentro do Hospital Universitário.
Av. Robert Koch, nº 60 - Vila Operária
(43) 3371 2000 - hurnp@uel.br

Ano 5 - Edição 34- 19/abri/2008





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