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 Estante

  05/05/2008
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Distribuição de renda no Brasil: como pesquisas podem modificar essa realidade

Projeto do departamento de economia da UEL estuda no que indicadores como o PNAD influenciam na concentração de renda do país

Distribuição de renda no Brasil: como pesquisas podem modificar essa realidade
Pauta e Edição: Beatriz Assumpção
Reportagem: Bruna Lima Silva


A distribuição desigual da renda no Brasil tem sido uma preocupação popular e governamental constante, e os indicadores de concentração de renda recentes têm demonstrado como a situação é preocupante. A Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2006 registrou que, embora essa concentração tenha caído continuamente nos últimos anos, ela ainda é considerada relativamente grande. Também mostrou que o salário médio do trabalhador brasileiro caiu, em relação à 1996. O Índice de Gini (que mede o grau de distribuição de renda), padrão numérico internacional usado como base pelo PNAD e que mede a desigualdade de renda, indo de 0 (equilíbrio de renda) à 1 (desigualdade) também tem mostrado queda no Brasil.

Utilizando os dados do PNAD, o professor Carlos Roberto Ferreira formado em Economia pela Universidade estadual de Londrina (UEL), mestre em Economia Rural pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e doutor em Ciências (Economia Aplicada) pela Universidade de São Paulo (USP) coordena o projeto de iniciação científica "Concentração de Renda e Políticas Redistributivas e de mercado de trabalho no Brasil".

O professor declarou que a pesquisa é trabalhada a partir da base de dados do próprio PNAD, que mede características socioeconômicas como educação, trabalho, rendimento, previdência social, saúde etc., para que se possa obter informações sobre a concentração de renda, tanto no estado do Paraná quanto em todo o país. Inicialmente, são analisados os dados que se referem a domicílios de todo o país, para ir restringindo aos poucos, até o nível da região do norte do Paraná.

"Dentro dos dados do PNAD nós pegamos a renda total de domicílios e separamos em renda do trabalho, de aposentadoria, pensões, renda de juros, etc." explica Carlos Roberto. "Conseguimos separar isso por rendas que compõem a amostra domiciliar, e a partir daí fazemos uma medição da concentração de renda existente em cada sub-renda dentro da renda total". O estudo, iniciado em 2007, utiliza do PNAD apenas os dados de concentração de renda domiciliar, nos anos de 1982 à 2006. Carlos Roberto Ferreira explica ainda que os resultados dessa pesquisa podem sim influenciar nas conclusões sobre a distribuição de renda do Brasil e do Paraná. Ele cita como exemplo um projeto semelhante, de 2004, também coordenado por ele, que tratava da contribuição das aposentadorias e pensões rurais na formação do índice de Gini, que obteve uma relativa repercussão a nível nacional e concluiu que nem todas as aposentadorias e pensões influenciavam na distribuição de renda do país, apenas as de valores mais altos, ao contrário do que antes se pensava.



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