| Login | Crie o seu Jornal Online FREE!

Conexão Ciência
Desde: 15/04/2004      Publicadas: 835      Atualização: 20/11/2011

Capa |  Agenda  |  Editorial  |  Entrevista  |  Estante  |  Expediente  |  Notas  |  Notícias  |  Reportagem  |  Reportagem Especial  |  Reportagem Especial


 Estante

  22/06/2008
  1 comentário(s)


Uma nova alternativa contra a dengue

O professor e entomólogo José Lopes criou as ovitrampas, armadilhas que combatem o mosquito Aedes aegypti ainda na forma ovular

Uma nova alternativa contra a denguePauta e Edição: Pauline Almeida
Reportagem: Fernada Cavassana


A dengue é sempre motivo de preocupação para os brasileiros e novas idéias que combatam o mosquito transmissor são sempre bem-vindas. O experimento do professor José Lopes, do departamento de Biologia Animal e Vegetal da UEL e doutor em entomologia pela UFPR, utiliza armadilhas que são uma boa alternativa para controlar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e febre amarela.

Com o objetivo de calcular a incidência do Aedes no campus, José Lopes criou as "ovitrampas", armadilhas construídas para atrair as fêmeas, produtoras de ovos, e espalhou 115 delas pelo campus da UEL. Essa emboscada é fácil de ser montada, utiliza-se apenas uma palheta e um recipiente. Neste é colocada água com um pouco de capim que, após três dias, produzirá um cheiro forte, o que atrairá o mosquito. A palheta será o depósito dos ovos.

Nesse experimento, a finalidade é capturar os ovos dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopcitus e criá-los para pesquisas que os utilizam. Porém, as ovitrampas também podem ser usadas para combater a proliferação do transmissor. Por ser simples, qualquer pessoa pode montá-la em sua própria casa.
A armadilha para capturar ovos do transmissor da dengue e da febre amarela funciona, mas requer precaução. Após uma semana, é necessário que se retire a palheta e, com uma escova e água sanitária, esfregue-a para estourar os ovos depositados. Se isso não for feito, os ovos irão eclodir e a emboscada assumirá o papel de criadouro. Segundo Lilian Xavier, estagiária da pesquisa, são capturados em média 100 ovos por palheta. "Mas, a maior captura até esse momento foi de 2.339 ovos em uma única armadilha" disse Lilian, que é estudante do segundo ano de ciências biológicas da UEL.

A técnica que combate o mosquito, antes mesmo de tornar-se uma larva, está tendo grande divulgação e isso fez com que interessados procurassem saber mais. Prefeituras de outras cidades já entraram em contato com o professor Lopes pedindo informações e maneiras de como aplicar as ovitrampas, já que este é um método barato e eficaz. Além do interesse de outras cidades no projeto, amostras das armadilhas foram colocadas em bairros de Londrina. Com isso, também há a pretensão de se criar um panorama da procriação do mosquito da dengue na cidade.
Hoje, o entomólogo José Lopes conta com o auxilio de apenas duas estagiárias nessa pesquisa. E só com 115 ovitrampas não é possível abranger toda a extensão da UEL. A nova proposta do professor é a de que cada centro da universidade apresente um funcionário que se proponha a cuidar das armadilhas postas em seu local de trabalho. Assim, as emboscadas estarão espalhadas por todo o campus e ele acredita que a proliferação fique controlada. Com as capturas das armadilhas, espera-se que o número de focos do mosquito da dengue diminua no próximo verão.

Apesar das epidemias de dengue ocorrerem geralmente no verão, o combate tem de ser feito durante todo o ano. Como não há vacinas para esta doença, a prevenção ainda é a maneira mais adequada para se combater o mosquito transmissor. Deve-se evitar focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do Aedes aegypti.

A pessoa que contrair a doença poderá apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo e náuseas. Manchas vermelhas na pele, sangramentos, dores abdominais intensas e vômitos persistentes podem indicar a evolução para dengue hemorrágica, quadro grave que necessita de imediata atenção médica e pode ser fatal. É importante procurar orientação médica ao surgirem os primeiros sintomas, pois as manifestações iniciais podem ser confundidas com outras doenças, como febre amarela, malária ou leptospirose e não servem para indicar o grau de gravidade da doença.

Créditos da foto: Fernanda Cavassana
Legenda José Lopes e a ovitrampa

Ano 5 - Edição 43 -22/06/2008






Capa |  Agenda  |  Editorial  |  Entrevista  |  Estante  |  Expediente  |  Notas  |  Notícias  |  Reportagem  |  Reportagem Especial  |  Reportagem Especial
Busca em

  
835 Notícias