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03/08/2008
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Historiador elabora livro que compara Brasil e Argentina
Em comemoração ao cinqüentenário do curso de História, é realizado debate sobre livro Corporaciones em el poder

Pauta e Edição: Beatriz Assumpção
Reportagem: Marcia Boroski O curso de História da UEL, completa 50 anos de instalação e implementação neste ano. Em comemoração, o Departamento organizou o debate do livro Corporaciones em el poder: Institutos econômicos y acción política em Brasil y Argentina: Ipês, Fiel e Fundación Miditerrânea de Hernán Ramiro Ramírez. Ramírez é professor Adjunto da UEL e Doutor em História, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFRGS.
Hernán Ramírez conta que quando chegou ao Brasil vindo da Argentina, percebeu a diferença entre a História do Brasil lecionada em seu país de origem e a do nosso país. "Eu senti que precisava fazer outra graduação em História, aqui no Brasil. O que é ensinado ao aluno na Argentina é muito simples e sucinto. Precisava saber mais afundo para lecionar e escrever o livro", afirmou Ramirez.
Em sua tese de doutorado, Hernán Ramírez dissertou a respeito da história econômica e política de Brasil e Argentina, tese esta que rendeu tema para o livro debatido durantes as comemorações dos 50 anos do Departamento da História.
Para debater seu livro, o doutor convidou a Doutora em Ciência Sociais pela USP, Maria José Rezende e o Doutor em História Social, também pela USP, José Miguel Arias Neto, respectivamente professores dos departamentos de Ciências Sociais e História da UEL.
O livro compara a história política e econômica de Brasil e Argentina, relacionando-a com a história de instituições que auxiliaram os governos destas nações na coerção da população. As instituições que basearam o livro foram a IPES (Instituto de Pesquisas Especiais para a Sociedade), Fundación de Investigaciones Econômicas Latinoamericanas e Fundação Mediterrânea.
Maria Rezende, estudiosa de fenômenos sociais, creditou ao livro de Ramírez vários méritos, dentre eles a importância da temática histórica e política destas instituições. "O IPES foi fundamental no desenvolvimento da ditadura militar. Ele era impulsionado pela população, e por isso, intervinha nas decisões políticas e sociais do governo, apesar da paralisia política do regime" afirmou a pesquisadora.
Já o historiador Miguel Arias apontou como principal contribuição do livro o fato de ele apresentar uma comparação da história do Brasil e da Argentina, países de importância relevante na América Latina, fato atribuídos a pouquíssimos autores.