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  18/05/2008
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Métodos de educar filhos cegos é tema de projeto da UEL

Saiba as maneiras mais eficientes de educar e sociabilizar filhos portadores de deficiência visual

Métodos de educar filhos cegos é tema de projeto da UEL
Pauta e Edição: Vitor Oshiro
Reportagem: Guilherme Santana



A relação que envolve pais e filhos é formada pela criação, educação e diversos outros cuidados. Agora imagine ter um filho deficiente visual. Como os pais deveriam agir? Um projeto orientado pela professora doutora em Educação Especial pela Universidade de São Carlos (UFSCAR) Maura Glória de Freitas, denominado "Efeitos do treino de habilidades sociais educativas para mães de crianças deficientes visuais", pretende auxiliar a figura feminina nesse trabalho.
Segundo a professora de Psicologia Geral e Análise de Comportamento da Universidade Estadual de Londrina (UEL), as crianças deficientes visuais possuem um déficit, o fato de não enxergarem. "Nós aprendemos muito por imitação, olhamos alguém fazendo e fazemos igual. A criança que possui essa limitação não pode fazer o mesmo, precisará de alguém para ensinar", afirma. Em virtude disso, os educadores, tanto os pais quanto os professores, devem "não só saber o que ensinar, mas o como ensinar, que é fundamental", complementa.
"As mães são avaliadas pela forma como tratam o problema de seus filhos e, a partir daí, fazer com que motivem o aprendizado deles, ensine-os a conviver com seu problema visual e ter vontade de continuar a aprender", diz Maura Freitas. Ela explica que o projeto irá treinar a mãe em formas socialmente mais habilidosas e, ao mesmo tempo, educativas.
Na maioria dos casos ocorre uma superproteção por parte de quem cuida de deficientes visuais. A professora afirma que o medo de que o deficiente visual se machuque é grande, então "as mães dão bronca e não permitem que façam nada sozinhos, elas fazem pela criança e não a deixam ganhar autonomia". "É como quando ela aprende a gostar do banho e tenta fazê-lo na ausência materna, a pessoa cega não vai ter noção da quantidade de xampu, tempo de banho se a mãe sempre lhe tirar a oportunidade de aprender", exemplifica.
Um dos principais objetivos do projeto é "preparar essa mãe para ser mais sensível às necessidades do filho, e colocá-lo em contato com situações que são potencialmente educativas pra ele" explica a professora. A orientadora também relata que a política social enfatiza que os deficientes visuais devem ser autônomos. A mãe tende a auxiliá-lo a alcançar esse objetivo, por enquanto criança, mas futuro adulto.
A análise será feita através de uma estatística comparando a pré-intervenção com a pós-intervenção do treino para as mães por meio de registros e observações dos comportamentos. "O período de cada caso é diferente, porém gira em torno de 80 a 90 horas de curso", diz Maura Freitas.
O projeto também pretende "observar se existe uma melhora na criação do deficiente visual e quais os métodos adotados", explica a coordenadora. No fim do processo, ou seja, ao término da pós-intervenção, será refeita uma avaliação dois meses depois para comprovar se a metodologia adotada ainda está presente.
"Finalizado o projeto, os resultados serão encaminhados ao Instituto dos Cegos de Londrina, com o intuito de criar um programa de treinamento paras as mães dos deficientes visuais do local, por enquanto é apenas um estudo experimental. Os resultados positivos serão aplicados no Instituto trazendo um benefício para a sociedade" afirma a professora.
"O trabalho é realizado com mães de crianças que tenham de sete a doze anos e estejam ingressando no primeiro ano regular. A variação da idade é devido à demora da entrada desse aluno deficiente visual na escola. Seus filhos também devem apresentar o diagnóstico de patologia visual ou visão subnormal", informa Maura Glória de Freitas.
O projeto "Efeitos do treino de habilidades sociais educativas para mães de crianças deficientes visuais" foi iniciado em março de 2007 e a previsão de seu término é janeiro de 2009.

Crédito da imagem: http://www.klickeducacao.com.br/Klick_Portal/Enciclopedia/images/Al/515/277.jpg

Ano 5 - Edição 38 -18/05/2008



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