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 Reportagem

  26/11/2007
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Charges da Nova República

Projeto no Departamento de Comunicação pretende estudar a charge na história recente do Brasil

Charges da Nova República
Pauta e Reportagem: Renata Santos
Edição: Larissa Ayumi Sato e Beatriz Assumpção


Entre as modalidades pertencentes à linguagem iconográfica, com características dissertativas, apoiada no humor e na referência a fatos ou situações concretas e expressando determinada opinião, as charges são definidas por Rozinaldo Miani, doutor em História pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Assis. Ele explica que a charge é um fenômeno comunicativo e histórico. E que apesar do crescimento do número de profissionais que a pesquisam, como expressão comunicativa ainda há muito a ser estudado.

Para analisar o impacto da charge na história recente do Brasil, com o tema a "Iconografia da Nova República", o Departamento de Comunicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL) aprovou no mês de outubro o projeto coordenado pelo professor Rozinaldo Antonio Miani que deve estar em atividade até o fim do ano.

O coordenador do projeto relata que o seu trabalho com charges começou há mais de dez anos. Foi a aprovação do mestrado em Comunicação Visual da UEL que o motivou a apresentá-lo ao departamento. "A aprovação do mestrado reacendeu a motivação e a necessidade de retomar esse trabalho com as charges", de acordo com Rozinaldo Miani. Ele explica que o projeto está aberto a toda comunidade acadêmica, não apenas aos alunos de Comunicação. O seu interesse é a inclusão de alunos de outros cursos, inclusive o de História, já que a interface entre o trabalho a ser desenvolvido e o curso é grande.

O projeto demonstrará como a charge, fundamentalmente a sindical, conta a história do Brasil, a partir do fim formal da ditadura militar até a eleição direta do primeiro presidente. "É a análise da charge na Nova República. A própria natureza de um projeto de pesquisa exige essa delimitação. A minha idéia, particularmente, é pensar a presença da charge nos últimos anos da história do Brasil. Então, recuperar um pouco da presença da charge na História política brasileira", define Rozinaldo Miani.

O professor relata que não existe nenhuma equipe formalmente constituída, mas declara alguns objetivos: "além, é claro, de tentar, de fato, traçar o retrato do Brasil na Nova República pela charge, que está diretamente ligado ao próprio tema do projeto, outro objetivo que está também implicado no desenvolvimento deste projeto é o desenvolvimento de uma metodologia para a análise da imagem chárgica, para que isso sirva à continuidade de outros projetos. E, também, estabelecer uma sistematização da própria noção de charge, conceito, característica, aspecto. Essas questões são necessárias, para que possamos, de fato, estabelecer limites daquilo que estamos nos propondo a fazer, que é o estudo das charges".

Rozinaldo Antonio Miani explica que ainda há muita coisa para ser estudada sobre charges. Esta área conta com um número pequeno de autores. "Eu diria hoje, que as charges se tornaram um assunto de interesse: com um campo mais amplo, mais pessoas interessadas, preocupadas em entender e estudá-las. Mas, ainda, é uma expressão comunicativa de pouca produtividade. Vem criando, porém, muita coisa a ser estudada porque são poucos os autores que se debruçaram para entender a charge", confirma.

O professor explica que o universo das linguagens iconográficas (que inclui, além das charges, cartuns, caricaturas e quadrinhos), expressões comunicativas humorísticas, apresenta um grupo de pesquisadores maior e mais consolidado. O maior destaque vai aos quadrinhos, com Álvaro de Moya, Moacyr Cirne, Waldomiro Vergueiro, entre outros. "Como derivação das linguagens iconográficas, a charge passou a despertar algum interesse por parte deste conjunto de pesquisadores. Ainda estamos engatinhando no entendimento deste fenômeno comunicativo que é a charge", conclui.

Crédito da imagem: www.diarioweb.com.br/.../ 1821charge200207.jpg

Ano 4 - Edição 29 - 25/novembro/2007



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