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 Reportagem

  19/04/2008
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Óleo de cozinha pode ser reaproveitado

Programa socioambiental reutiliza de forma correta o óleo de cozinha

Óleo de cozinha pode ser reaproveitadoEdição: Pauline Almeida
Pauta e Reportagem: Kauana Neves


A empresa "Bothanica Soluções Ambientais" deu início a um programa de reciclagem de óleo vegetal em Londrina. A diretora da companhia, Denise de Fátima Gomes, formada em administração de empresa pela Universidade do Norte do Paraná (Unopar), afirma que o objetivo é tirar o "passivo ambiental", isto é, todo resíduo descartável que representa perigo para o meio ambiente. De acordo com ela, o óleo não é visto como um vilão, mas ele é responsável pela impermeabilização e contaminação da água, pelo entupimento das tubulações, quando despejado em pias ou ralos, pela emissão de metano, quando decomposto, e pela diminuição de oxigênio nos rios. De acordo com assessora de comunicação da Sanepar, Giovana Galleli, as estações de tratamento não estão preparadas para receber esse óleo de cozinha, esse despejo irregular causa mau odor, danifica o equipamento e exige a retirada manual do produto.

Denise Gomes explica que a "Bothanica" tem o papel de coletar e armazenar, em tonéis, o óleo descartado. Mas, é a Ambiental Santos, empresa instalada no município de Itaperuçu-PR, (próximo a Curitiba) que faz a reciclagem completa do material. Inicialmente, o óleo é decantado e após uma limpeza total, o ácido oléico é extraído para dar origem a produtos como: o sabão em pasta (biodegradável); desmoldante " componente usado para evitar que um material grude no outro- para manta asfáltica, para placas de compensado (chapas) e para construção civil " como telhas-; e óleo para fertilizante.
De acordo com a diretora, a "Bothanica" recolhe o óleo usado de estabelecimentos -como restaurantes, indústrias, padarias- dispostos a encaminhar o produto para quem o recicle corretamente. Hoje, a parceria acontece com 350 empresas de Londrina e 250 em Maringá, mas ela espera que esse número cresça para 600 e 450 respectivamente. Ela condena a reutilização do óleo usado e a adição deste no óleo limpo.

A "Bothanica", relata a diretora, é a primeira empresa licenciada, no município, pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para executar este tipo de serviço. O Programa de Reciclagem de Óleo Vegetal (Prove), da "Bothanica", é baseado no projeto do governo estadual Desperdício Zero. Denise Gomes afirma que o Estado tem apoiado iniciativas como essa, porém a relação com a prefeitura é estreita, o projeto foi apresentado a ela, mas não há qualquer contribuição. De acordo com a diretora, a empresa optou por não ser uma Organização Não Governamental (ONG) para não depender de recursos públicos.

Ela também diz que falta iniciativa por parte do governo municipal para criar uma consciência na população. Para Denise Gomes, o pensamento vigente é: "Se a cidade não faz nada, não deve ser tão ruim assim". A "Bothanica" pretende criar os eco pontos, locais em que a população poderá entregar o óleo usado, como supermercados e outros locias. Com os eco pontos, a empresa quer desenvolver a conscientização da comunidade para o assunto. Denise Gomes planeja um acordo com os catadores para a coleta do material em casa. Para a dona de casa , Benedita Maria da Costa, levar o produto até o mercado é difícil devido à distância. Para ela, melhor seria passar de porta em porta, assim como outro programa de materiais recicláveis, da prefeitura, que deixa um saco para estocar produtos -como papéis, garrafas PET, plásticos, etc- e depois passa para pegar. Enquanto isso não acontece, ela explica o destino que dá ao produto, "O pouco de óleo que costumo usar, eu misturo detergente, fervo com água para ele dissolver e jogo na pia". O que, de acordo com Denise Gomes, diretora da "Bothanica", não diminui o estrago causado pelo óleo, já que o procedimento só tira o aspecto gorduroso do produto.

Quanto a produção de sabão caseiro é condenada por Denise Gomes, além de prejudicar a saúde, pode provoca coceira, alergia, intoxicação, pois só adia a contaminação do meio ambiente já que o sabão volta a ser gordura após a decomposição.

Ano 5 - Edição 34- 19/abri/2008



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